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Mostrando postagens de outubro, 2009

Butterfly fly away

E uma sensação nova e estranha tomava conta do seu ser. Era como se fosse a própria dona do mundo. Ou então como se jamais estivesse presa em algum lugar ou por alguma coisa/problema... Butterfly fly away. Queria voar sem saber a direção. Sem se preocupar com absolutamente nada. E sem medo, ela voou. Ninguém sabe aonde ela vai pousar. Ninguém sabe quem ou o quê ela irá encontrar nesse voo, mas todos admiram a ousadia daquela borboleta. Sim, ela é fascinante e surpreendente. E essas características causam reações diferentes nas pessoas. Algumas querem desvendar todos os mistérios, outras desistem e existem aquelas que jamais conseguirão entender alguma coisa. No entanto, a borboleta segue seu voo totalmente despreocupada. Butterfly fly away!

Passeios Nortunos (Parte II)

A porta rangeu ferozmente e tive medo. Medo de encontrar um cenário mais triste, vazio e sem vida. E foi mais ou menos isso que encontrei ali, naquela primeira sala. Agora eu conseguia ver através da luz intensa que vinha da janela. Flores mortas, livros empoeirados. Enormes teias de aranha decorando o teto de canto a canto. Jamais imaginei que aquele lugar fosse tão assustador. Aquela cena me deixava exausta. Não tinha a mínima vontade de continuar aquela caminhada. Estava sem forças. O silêncio me incomodava tanto que pensei seriamente sobre a última vez que me aquietei e refleti sobre minha vida. Era estranho, mas pude perceber o quanto eu me enganava. Era uma ótima atriz. Era ótima porque eu não conseguia apenas enganar minha adorável platéia, mas tinha me profissionalizado na arte do próprio engano. Acreditava fielmente em minhas doces e sedutoras mentiras. Usava o barulho para minha própria ilusão. Era difícil concentrar-me no meu espelho quando tudo estava inquieto. E eu não que...

Passeios Noturnos (Parte I)

A mente fervilhava enquanto mil músicas passavam e se perdiam no labirinto de milhares de idéias desorganizadas. Era como se a "casa" estivesse momentaneamente desabitada. As melodias eram ouvidas, mas não invadiam verdadeiramente aquele lugar . Havia muitas portas. Estavam trancafiadas. Parecia um lugar abandonado ou muito reservado. Acredito na segunda opção, mas a primeira não é totalmente mentira. Enquanto passeava por um imenso corredor vi que tudo estava escuro. Era frio. Caí algumas vezes. Meus pés não sabiam em que pisavam. Bati em algo. Percebi que era uma imensa porta quando comecei a tatear. Me assustei enquanto tocava a maçaneta. A imensa porta não estava trancada. Abri.