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Mostrando postagens de maio, 2010

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Branca, roxa, amarela, vermelha, sorridente, chorona, calma, ansiosa, educada, grossa, legal, irritante, previsível, imprevisível, direta, irônica, boa e má... Múltiplas faces, múltiplos olhares dentro de um mesmo ser.

Sentir

Ela se sentia feliz mais uma vez. Era uma felicidade que não tinha e nem precisava de alguma explicação. Não estava acostumada com aquela intensidade, mas aproveitava cada simples momento. Perdia-se e encontrava-se. Corria em ruas desertas, saltava os degraus da escadas, descobria desenhos em nuvens. Era apenas uma e ao mesmo tempo mil. E depois de tantos anos tentando entender o significado de tudo e de todos, queria apenas sentir. E isso bastava!

Diga-me

Diga-me quais cores você vê no céu... Diga-me o motivo do seu belo sorriso... Diga-me quantas vezes você já observou o céu e brincou de contar as estrelas... Diga-me qual foi a última vez que dormiu ao som da sua música favorita... Por favor... Quando você permitiu perder-se no labirinto de suas ideias? Quando você sentiu um cheiro e se lembrou imediatamente de alguém? Pra quem foi a sua última carta? Conte-me o que te deixa bem... Conte-me o que faz os seus olhos brilharem... E só assim irei parar de perturbar você, ou então, passarei a te acompanhar enquanto for possível...

Um simples pedido

Por favor, não me importune mais. Não venha me lembrar, ou ainda pior, trazer mais problemas. Não quero ser rude. Quero apenas um pouco de paz. Minha mente já é complexa demais. Não vejo necessidade de castigá-la ou de sobrecarregá-la. Creio que não peço muito... Não tenho a intenção de que isso faça o menor sentido. Meus dedos precisavam escrever isso ou me deixariam totalmente perturbada.
É tão bobo e tão sério ao mesmo tempo. É como uma corrosão interna, um soco no estômago e um bom tapa na face. Não entendo o porquê desse incômodo, mas o sinto entupindo minhas veias, poluindo toda a minha corrente sanguínea e explodindo meu rosto em um intenso vermelho escalarte. Sinto o gosto amargo em minha boca, o tremor das minhas mãos e as lágrimas pretas escorrendo instantaneamente, a fraqueza em minhas pernas e o chão acomodando meu corpo tranquilamente.