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Inutilidade do dia 11 de novembro

Alguém me diz qual é o segredo pra não sentir dor? Alguém me diz porque essa dor aperta o meu coração e me impede de fazer qualquer coisa? Por que é que está tudo cinza? Por que eu não consigo esboçar um sorriso verdadeiro? Eu já fui gelo, mas transformaram-me num fogo tão vivo, intenso e acolhedor. Sim, eu gostava de ser fogo e era muito feliz com essa transformação. Só que o fogo precisa de força pra continuar aceso, e, quando não há essa força, preciso deixar de ser fogo e voltar a ser gelo. Ser gelo dói porque não deixa de ser uma defesa, e, assim sendo, impede o calor que eu aprendi a amar com todas as minhas forças. Ainda há chance? Eu torço muito para que sim.

As Sem-Razões do Amor

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Hoje deixo vocês, meus pouquíssimos e preciosos leitores, com um poema de Carlos Drummond de Andrade, o qual foi uma das pessoas que conseguiu falar de amor com imensa maestria. Leiam esse texto com muito carinho. As Sem-Razões do Amor Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.

Hoje e para sempre

Hoje eu gostaria de falar aquilo que não te falei da última vez. Queria que você me enxergasse pelo lado de dentro e que talvez entendesse o que se passa comigo. Queria seu abraço nesse dia frio. E o seu olhar de que não há com o que se preocupar, tudo vai dar certo e eu estarei sempre com você. Não seria necessário dizer uma só palavra. Entenderíamos tudo apenas se estivéssemos um ao lado do outro.
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Just hold my hand and everything will be fine again...

Nada importante

Mais um dia cheio de mil e uma coisas pra fazer. Reta final de curso, alunos que mais parecem zumbis subindo as escadas da universidade para chegar à sala de aula. Eu ainda não descobri como ser 10 e apenas 1 ao mesmo tempo. Alguém me conta o segredo? Meu nível de estresse está crítico e eu estou quase quebrando meu comportamento padrão. Então se eu falar algo fora do habitual, relevem, ok? Ah, como eu quero que esse ano letivo acabe logo! Tchau.

Bilhete Anônimo

No meio da noite, na mais espessa escuridão... Quando todos repousam e se entregam aos seus desejos inconscientes, lágrimas banham ferozmente sua face... E porque tudo isso? Quantas vezes vc já ouviu que deve ser forte? Quantas vezes vc quis ser forte enquanto estava caindo aos pedaços? Quantas vezes vc quis pedir ajuda, mas não soube como? Nem vc sabe mais a conta. Mas, por favor, eu peço que não desista. Eu peço que vc encontre paz em meio ao furacão, que encontre abrigo em meio a tantas flechas atiradas, que saiba sorrir com a inocência de uma criança, que pare de criar tempestades.Eu ainda me lembro da sua alegria tão contagiante e viva. Prometa que vai não deixar nada muito pequeno roubar o brilho dos seus olhos. É tão ruim te ver assim. Só quero que fique bem. Por favor, fique bem e não se esqueça de que estou sempre aqui.

Delírios noturnos

Noite passada sonhei com você. Você e seus olhos que sempre tiram minha atenção de qualquer outra coisa, lugar, pessoa... Nos meus sonhos não foi diferente. Seus olhos eram como faróis iluminando meu caminho e tornando-o mais vivo, intenso e feliz. Me acompanhavam por toda a parte e eu me sentia protegida, como acontece quando estou perdida ou sou encontrada em seus braços. Uma música, tão doce como chocolate, me conduzia e me libertava. E sim, me dava asas e o direito de ir a qualquer lugar. "Voa comigo?", disse eu, e apesar de ter me dado um olhar terno, você recusou. Eu sempre quisera voar como as mais coloridas borboletas que desafiam a gravidade com maestria. E assim foi... Um vôo tranquilo por cima de jardins, casas e prédios. O vento soprando meus cabelos, ora calmo como um sopro, e ora furioso como uma tempestade. Era tudo tão belo, tão pleno... Fechei meus olhos e senti o peso da chuva caindo sobre mim. A ventania brincava comigo como uma folha qualquer e eu perdi o ...