Para o meu amado cachorro Bolinha

Como amar com pouco ou quase nenhum contato físico? Se você não acredita que isso é possível, pare de ler agora e vá procurar algo mais importante pra fazer. Vou contar a história para quem acredita ou quem quer ler o meu ponto de vista. Terei que voltar dez anos atrás...
Em 2002, ganhamos o Sansão (nosso cachorro) de uma pessoa do colégio que minha mãe trabalhava. O Sansão era meio bravinho no início e eu tinha medo dele, por isso, não me arriscava a ficar pegando muito nele, mesmo quando filhote. O Sansão veio aqui para casa com a intenção de fazer com que eu e a minha irmã parássemos de ter medo de cachorro. Poderíamos acostumar com ele, pois era um filhote. Tínhamos tido 3 cadelas, mas elas já eram adultas.
O Sansão cresceu e, em 2004,  minha irmã pediu um cachorro de presente de aniversário: o Bolinha. Os nomes dos meus cachorros são bem sugestivos mesmo. O Sansão é enorme assim como o Bolinha é pequeno. E quando ele chegou aqui em casa era bem menor. Se não tívessemos cuidado pisávamos nele. Uma grande dúvida que tínhamos era sobre a convivência entre o Sansão e o Bolinha. O Sansão iria matá-lo? Que nada. Eles sempre foram muito amigos (exceto na hora de comer).
Eu sempre disse que o Bolinha só não tinha tamanho, mas bravura ele tinha. Latia e rosnava para o mundo inteiro, pirraçava o Sansão apenas para se sentir o dono do poder. Infelizmente, a sua bravura  o levou de forma trágica. Não vou entrar em detalhes de como foi, mas a inocência e a teimosia o levaram muito antes do que eu esperava. Ficam as lembranças de quando eu conversava com ele ou o pirraçava. Foram 8 anos. Lamento muito a forma como aconteceu, mas fico feliz pelo tempo que passou comigo. Mesmo não sendo aquela dona mais pegajosa e carinhosa, sempre gostei muito de vc, seu pretinho, pequenininho mais pirracento do mundo. Saudades!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

06/06/2012

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