O vento espalha a plena monotonia no ar. As flores estão no chão. Ninguém nota isso. Para que se preocupar com flores? Elas continuarão a existir e serão poucas vezes notadas. Não há tempo pra nada. A essência se esvai tão rapidamente. Estamos tão acostumados com tudo isso que sequer paramos pra refletir. Aliás, paramos para fazer o que? Talvez seja mais importante saber a cotação do dólar, a marca daquele produto... Talvez seja mais importante mostrar que não temos defeitos, que somos aquelas pessoas boazinhas, lindas e maravilhosas. E tudo isso pra que? Porque ninguém está nem aí pra ninguém. Cada um tenta usar a máscara mais bela. A rejeição assusta. É mais conveniente interpretar. As pessoas não se olham mais nos olhos, preferem conversas cobertas por telas de computadores. Alguém se interessa em ouvir alguém? Mal escutamos as pessoas. Somos sempre mais importantes. Nossos problemas são os maiores, os outros sofrem por banalidades. Nossas costas estão cansadas de carregar uma mala...
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Sem pé nem cabeça!
E hoje estou simplesmente com uma vontade enorme de não dizer nada muito importante nem muito irreal, figurado, floreado e etc. É o primeiro dia de novembro, ok e daí? Daí que o ano está acabando e eu amo essa época. O natal e o ano novo são sempre datas legais (minha opinião). A primeira pq me leva a refletir e a relembrar o verdadeiro significado dessa data. A segunda porque é um momento retrospectiva do ano. Aí, eu viajo em minhas lembranças e fico pensando o que quero mudar, fazer no outro ano. Isso chega a ser estranho. Por que a maioria das pessoas só traça objetivos, metas, sei lá, o que ela vai alterar, no início do ano? Talvez seja porque nós precisamos acreditar q temos uma segunda chance de não desperdiçar um ano. Sendo assim, ter um novo ano pode significar uma nova chance, tudo novo... Não sei. Aliás, não sei muita coisa. Quanto mais acho que sei, aí percebo que realmente não sei. E qual seria a graça de saber de tudo? Como seria não precisar aprender nada? Às vezes penso ...
Sobre amores não correspondidos
Amores não correspondidos são a cara do verão. Mas não precisam ser. Amores não correspondidos são uma mera ilusão. Por que os ter? Não deixe um sentimento tão belo Ser destinado a quem não o quer Seu coração tão singelo Não está a disposição como algo qualquer Recomponha-se, reconstrua-se! Faça do teu coração um tesouro de inestimável valor. E só deixe entrar quem nele queira contigo construir o amor.
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